quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Newsletter ed.2


Olá pessoal!!
Nesta segunda newsletter vou revisitar alguns pontos e apresentar mais algumas ferramentas interessantes.

(1) Situação da economia mundial
A situação não mudou muito. A economia entrou em forte desaceleração em abril deste ano e encontra-se estabilizada há algumas semanas numa região de baixo crescimento.
Mas o que eu quero mostrar para vocês é outra utilidade para o indicador antecedente:
Indicador Antecedente -WLI



SP500


O indicador antecedente tem sua melhor leitura em meados de maio de 2010. Ocorre uma queda e na retomada faz um novo topo em abril, mas sem superar a marca anterior.
O S&P500 faz um topo em maio de 2010, mas em abril e maio de 2011 supera a marca anterior.
Resumo: Enquanto a economia real estava caindo, o índice de ações fazia uma nova máxima, ou seja, a alta das ações não era chancelada pelos fundamentos!! (Divergência). Era uma das pistas que viria essa correção nos mercados!


(2) Indicadores de Sentimento
         Todos os indicadores que acompanho, de curto, médio e longo prazo estão no território pessimista. Lembre-se que:
Muito pessimismo = hora de olhar com carinho compras
Muito otimismo = hora de olhar com carinho vendas

Acrescento mais uma forma de indicador de sentimento! Livros lançados! Isso mesmo veja que interessante:


Lançado em novembro de 2007, livro bem otimista, na linguagem do mercado favorito dos Bulls! Nessa época mercado estava em formação de grande topo.


Este é bem engraçado foi lançado no começo de 2003 e começo de 2009. Muito pessimista o livro. E adivinha o que aconteceu na época? Era a formação de grandes fundos! O cara teve o dom de pegar os 2 maiores fundos dos últimos tempos, mais pé trocado impossível!

Vai ser lançado agora em setembro de 2011 um livro olha ele:


Ou seja, o rapaz ai prega o fim do mundo ;)   Vamos ver se ele acerta né? ;)

(3) Flutuação à média dos retornos
Gostaria de introduzir uma ferramenta nova. Ela tem uma utilidade grande quando a utilizamos para captar grandes fundos ou grandes topos em formação.
No curso de novembro poderei detalhar melhor toda teoria e fórmulas, mas apresento para uma amostra:
O gráfico abaixo é uma média móvel dos retornos mensais do Ibovespa de 1998 a 2011.
         Perceba que o gráfico oscilou entre algo próximo a +3 e 0. Quando o índice acumula uma seqüência mensal de alta muito grande a média dos retornos acumulados sobe, porém em determinado momento os grandes players do mercado julgam que não compensa comprar mais ações, já que o retorno potencial futuro delas é baixo (pois subiram demais já).
Resumo: Ações num primeiro momento sobem numa velocidade menor. Com esse movimento alguns saem na frente e passam a vender suas ações, o que inicia a queda.
         Na baixa é a mesma coisa, chega um ponto que os retornos potenciais são tão altos que os grandes players começam a assumir posições de compra, o que torna a velocidade da queda das ações mais lenta, para em seguida se transformar em alta, quando os grandes pregam sustos em quem está apostando tardiamente na tendência de baixa.
Retorno à média dos retornos do Ibovespa de 1998 a 2011.

No momento estamos próximos a 0. A última vez que isto ocorreu foi no final de 2001/meados de 2002 quando foi construído um grande fundo entre os intervalos de 9.500 pts e 8.224 pts no índice Ibovespa. Em maio de 2008 o Ibovespa atingia cerca de 74 mil pontos. Além disso, o indicador alertou no final de 2006/meados de 2007 que o risco da compra estava muito grande! Ou seja, era hora de pensar na estratégia de saída ou deixar a carteira mais defensiva.

  
Mas isso funciona mesmo, ou esse Richard é maluco?
Olhe o gráfico do SP500 desde 1881 isso mesmo 1881, faz tempo não?


Olha que interessante, ele captou as grandes regiões de fundos e topos dos últimos 130 anos!!
Destaque para 1929 e 2000! Quem entrou nas bolsa americana nessa época sofreu bastante! Segundo este indicador não era um bom momento para acumular ações.
Resumo: Este indicador é uma ferramenta poderosa que nos mostra quando o risco x retorno de apostar na alta ou baixa está mais favorável do que nunca! Mas lembre! O TIMING (hora certa de comprar/vender) é dado pelo o que chamo de Price Action que é a ação dos preços, tema que não abordarei nesta newsletter.


Para fechar nossa newsletter vamos falar um pouco de renda fixa, especificamente sobre os títulos públicos federais.
(4) Renda Fixa/ Títulos públicos federais
Nos últimos meses assistimos a um grande  debate sobre o Banco Central, taxa selic, inflação, etc...
Mas pra que perder tempo com “especialistas”? È como assistir programas esportivos apontando os times favoritos, se foi pênalti ou não, ou explicando resultados, enfim perda de tempo.
Mas vamos lá:
O Bacen divulga semanalmente um boletim chamado Focus em que as instituições financeiras fornecem suas estimativas para os indicadores econômicos em geral.
 Gosto muito de olhar a expectativa para a inflação oficial, o IPCA para daqui 12 meses!
Repare que a partir de 24 de junho de 2011 a expectativa para a inflação passou a subir forte, saindo de 5% a.a para 5,64% em 9 de setembro deste ano.
Lembre que a meta de inflação para 2012 é de 4,5% com tolerância de até 6,5%, ou seja, a expectativa já está acima da meta e se aproximando do limite superior.

         Caso o presidente do Bacen ainda fosse o Henrique Meirelles era certo aumento da taxa de juros ou no mínimo uma manutenção.
         Mas as coisas mudaram, o atual Alexandre Tombini está afinado com o discurso da presidenta de reduzir a qualquer custo a taxa de juros. Chegaram a anunciar corte nos gastos do governo, que de certa forma permitiriam um refresco na política monetária.
         Aplicando o básico de renda fixa:
Pré fixado = entrar quando a tendência da taxa básica de juros é de queda
Pós fixado = entrar quando a tendência da taxa básica de juros é alta.
         Estaríamos numa sinuca de bico, afinal vai saber o que o Sr. Tombini iria aprontar, o correto era montar uma operação mais cautelosa.
Mas o fato era que com as expectativas inflacionárias se deteriorando os agentes do mercado correriam para os títulos públicos federais que garantem proteção contra inflação alta, a Nota do Tesouro Nacional séries B (IPCA) e C (IGP-M).
Independente do que o sr. Tombini fizesse o fato é que se espera mais inflação à frente e por enquanto não temos NENHUMA sinalização do contrário.
Então era comprar uma NTN-B ou NTN-C e correr pro abraço!
         Abaixo temos o gráfico do valor unitário de uma NTN-C com vencimento em 2031.


Vamos acabar com mais uma falácia:
Na renda fixa só ganhamos recebendo juros?
NÃO! Podemos ganhar com o valor unitário do título, sem sequer receber o cupom semestral.
Resumo: Neste exemplo o investidor assistiria por pelo menos 1 mês as expectativas de inflação subindo antes dos títulos NTN-C subirem. Lembre que as expectativas inflacionárias começaram a subir no FINAL de junho e olha só a situação da NTN-C 2031 em 8 de agosto, custava R$ 4.088,00 cada, já em 4 de setembro chegou a valer R$ 4.459,00. Alta de mais de 9% em menos de 1 mês e só ganhando no valor de face do título! Sem receber cupom de juros nenhum! Mas o legal é perder tempo com CDB que paga 90% do CDI    :)
Até a próxima newsletter!
E um alerta para quem pretende fazer o meu curso em novembro, será a única edição em 2011 e já temos 1/3 dos lugares vendidos e mais 1/3 pré-reservados, então quem estiver interessado melhor se planejar.
O curso será nos dias 19 e 26 de novembro.
Mais informações:
Grande abraço a todos e somos vencedores!!
20 de setembro de 2011
Richard Rytenband, CNPI-P
 . As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
Este newsletter tem a finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.





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